Os pneus são o único ponto de contato do veículo com o solo. Seu estado de conservação impacta diretamente na frenagem, na estabilidade em curvas e no risco de aquaplanagem. Por isso, são tema frequente na prova teórica do Detran 2026.
Calibragem correta
A pressão ideal dos pneus varia conforme o veículo e é indicada na tabela afixada na lateral da porta do motorista ou no manual do proprietário. Em geral, fica entre 28 e 36 PSI para automóveis.
Efeitos da calibragem errada:
- Subcalibrado (menos ar que o ideal): maior consumo de combustível, superaquecimento do pneu, desgaste excessivo nas bordas, maior risco de estouro
- Sobrecalibrado (mais ar que o ideal): desgaste excessivo no centro, menor área de contato com o solo, veículo mais sensível a irregularidades da pista
Profundidade mínima dos sulcos
O CTB exige profundidade mínima de 1,6 mm nos sulcos do pneu. Abaixo disso, o pneu não consegue drenar a água adequadamente — risco de aquaplanagem aumenta drasticamente e a distância de frenagem na chuva pode dobrar.
O indicador de desgaste (TWI) é um pequeno ressalto dentro do sulco que fica nivelado com a superfície quando o pneu atingiu o limite mínimo — sinal de que deve ser substituído imediatamente.
Tipos de desgaste e o que indicam
- Desgaste nas bordas: pneu subcalibrado
- Desgaste no centro: pneu sobrecalibrado
- Desgaste irregular (um lado só): problema de alinhamento ou geometria
- Carecas em pontos isolados: freadas bruscas frequentes ou problema de amortecedor
Rodízio de pneus
O rodízio prolonga a vida útil dos pneus ao distribuir o desgaste. Em geral, é recomendado a cada 10.000 km. O esquema mais comum troca os pneus dianteiros com os traseiros cruzados.
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